Ejaculação Retrógrada - Orgasmo vazio é um problema?
Ahhhh, o orgasmo, aqueles poucos segundos quase mágicos e que faz da vida um lugar bem melhor para todos, desde humanos a insetos, o que faríamos sem ele?
Embora exista algumas tribos sociais dedicadas a prática do sexo sem o orgasmo(+?+) habitual, ousamos deduzir que estes estão fora da caixinha e o comum aos seres reprodutivos é a intenção de obter o Gran finale afinal, é disto que se trata, reproduzir por meio da ejaculação.
Este grande e ao mesmo tempo pequeno momento que pode ser expressado em puro amor ou ódio é por natureza intenso demais para justamente causar o efeito de recompensa e vício pela reprodução. Hoje sabemos que mulheres (somos péssimos mesmo em decifra-las) podem consumir até 5 vezes mais tempo de transe na volúpia da transa, podem recuperar a disposição até 3 vezes mais rápido e podem chegar lá por meio apenas da imaginação, sem contato físico mas, não podem reproduzir sem a participação do macho.
Entretanto, e quanto aos homens que conseguem atingir o clímax incontavelmente e sem se preocuparem com os efeitos colaterais(conhecidos como filhos) desta aventura radical? Quem são estes afortunados? Do que se alimentam? O que praticam? E por que não nos ensinam?
Apesar do uso de um termo que remete a algo antiquado ou desatualizado, a ejaculação retrógrada é comum, atual, bem conhecida mas pouco difundida. Pouco sabemos a respeito dessa condição devido a circunstância mais documentada respeito das desordens sexuais masculinas serem a ejaculação antecipada ao extremo, e a deficiência de ereção capacitada, dois casos que realmente comprometem o desempenho sexual e a reprodutividade.
Segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS) os volumes totais de semen expelidos pelo órgão sexual masculino alcançam normalmente 1.5 ML. Embora pareça pouco, este volume é carregado de milhões de pretensos futuros humanos, a saber, embriões da fertilização.
Mas e quando a entrega do pacote apresenta redução aguda nos volumes? É considerado hipospermia quando o homem entrega “dosagens” abaixo desse limite a aspermia quando não é apresentado volume algum.
Homens que apresentam alguns destes fenômenos sexuais costumam ter grande dificuldade para atingir o ápice da formação familiar.
Visão Clínica
A ejaculação é necessária a fertilização e reprodução humana, as desordens para desenvolver quadros de déficit deste processo essencial são várias e variam de psicológicas a causas orgânicas, com predominância quase total para esta última.
Apesar de um tanto incomum esta condição debilitante do sistema para perpetuação da espécie no organismo é responsável por cerca de 3% dos casos de infertilidade.
Para uma efetiva ejaculação é preciso que existia a coordenação perfeita entre epidídimos, tubos/canais deferentes, próstata, vesículas seminais, pescoço da bexiga e as glândulas bulbouretrais. Todo este conjunto em harmonia e com poder operacional ao resulta no evento final das coisas, a reprodução humana(ou o descarregamento da ira reprimida mesmo).
A coordenação cria ritmos e contrações rítmicas dos músculos periuretrais e fechamento automático da bexiga para dar prioridade na via aos embriões. Este processo visa impedir que os mesmos tomem o caminho errado, voltem para dentro do reservatório de xixi e não cumpram a função.
A ejaculação é um processo é um processo extremamente complexo, controlado por reflexos na medula espinhal e alinhados às ações táteis dos mecanorreceptores existentes no pênis.
Diagnósticos
Qualquer anomalia na saúde que impeça o fechamento do esfíncter na bexiga pode jogar os futuros pirallos para o reservatório ácido, causando a certa eliminação do programa mais filhos .
Causas relacionadas ao uso de medicamentos psicotrópicos, lesões na medula espinhal, cirurgias lombares, complicação de diabetes Tipo 2, lesões traumáticas na bexiga, cistectomia, prostatectomia, efeitos colaterais de radioterapia e cistos podem desencadear o problema.
REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
Jefferys et al. (2012). The management of retrograde ejaculation: a systematic review and update. Fertility and Sterility, 97(2), 306–312.e6.
Pagininha bem sugestiva hein? Dá pra pensar bocado de coisa aqui
ResponderExcluir